Sexta - Feira - 15/04

Muito cedo re-iniciamos a viagem, o dia amanheceu com um sol esplendoroso, dessa forma pudemos aproveitar melhor a bela passagem pelo braço largo, uma sucessão de pontes enormes que elevam a autopista por sobre o rio Paraná o qual forma um grande alagado ao se juntar com o rio Uruguai antes de formar o rio de La Plata, a rio mais largo do mundo. Os últimos quilômetros em território argentino foram tranqüilos a não ser por um momento de tensão que vivemos num posto policial, como já é costume ao passar pela província de Entre Rios, ao ver nossa placa brasileira nos pararam e queriam multar em U$200,00 (dólares) por não portar o seguro do MERCOSUR, depois de várias ameaças foi liberado com a ressalva que teria que pagar antes de sair do país. É incrível como a policia desta província é complicada o que certamente queriam era suborno, foi o mesmo em outras viagens seja perto de Concórdia o da capital do Paraná, dá vontade de mandar pelo correio um troféu ao Secretário de Segurança da província, por comandar a policia mais corrupta da Argentina. Por volta do meio dia chegamos à fronteira com o Uruguai, tínhamos receio que aparece se alguma multa no computador, mas nada apareceu e pudemos sair do país sem ter que pagar nada, o ingresso ao Uruguai foi tranqüilo, as policiais que nos atenderam foram muito agradáveis, cheguei até parabenizá-las pela atenção dispensada, penso que assim como reclamo quando somos mal atendidos, temos que elogiar quando acontece o contrário.
Um novo país, uma nova cultura, pena que o atraso em nosso itinerário não nos permitira dedicar todo o tempo que gostaríamos ao Uruguai. Campos verdes com suaves colinas deliciaram nosso olhar, um belo verde de encher os olhos e uma terra vermelha semelhante ao solo paranaense nos fez sentir à proximidade com nosso lar. A rodovia que próxima à fronteira era excelente foi piorando a medida que íamos avançando rumo a Montevidéu, os buracos cobraram seu preço, o melhor pneu que tínhamos no trailer estourou, tendo que substituí-lo por um bem desgastado que levávamos apenas de reserva. Já sendo noite chagamos a Montevidéu, ainda bem que o tránsito não é aquele agito das outras capitais que visitamos também Uruguai é pequeno, e a capital tem pouco mais que um milhão de habitantes. Cruzamos a capital e seguimos pela ruta 5 norte ate chegarmos no Instituto Adventista do Uruguai, onde amanhã faremos uma palestra para os estudantes e o público em geral. Fomos surpreendidos com o convite de ficarmos num apartamento, sobre a mesa uma deliciosa refeição nos aguardava, nos sentimos como príncipes. Teríamos um fim de semana diferente, sempre é bom sair da rotina.


exaustiva rotina, não vemos a hora de chegar ao Brasil e comprar pneus para o Pepito.

exaustiva rotina, não vemos a hora de chegar ao Brasil e comprar pneus para o Pepito.

Sandra e as crianças felizes desfrutando da acolida no Instituto Adventista do Uruguai.

 

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